O impacto do excesso de trabalho sobre a saúde dos trabalhadores é, atualmente, um dos mais graves problemas enfrentados por parte da população. Associado a outros fatores, como problemas emocionais, ansiedade e a exposição a situações de estresse prolongado. A sobrecarga de trabalho pode trazer sérias consequências que influenciam no desempenho profissional e pessoal desses indivíduos. Nesse contexto, é válido ressaltar, dentre essas consequências, os distúrbios do sono causados pela extensa carga horária de trabalho, uma vez que muitos trabalhadores acabam, constantemente, alterando seus horários de dormir para cumprir as demandas exigidas pela profissão.

Por ser considerado um período de restauração do corpo e da mente, o sono torna-se essencial para a manutenção da saúde. Além disso, é durante o sono que o organismo fortalece o sistema imunológico, libera a secreção de hormônios e consolida a memória. Desse modo, negligenciar esse intervalo de descanso pode acarretar problemas, onde é possível citar os mais comuns, como a insônia, a apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas.

A sonolência exagerada durante o dia, acompanhada da sensação permanente de cansaço, alterações do humor, da memória e das capacidades mentais como aprendizado e raciocínio, podem ser sintomas característicos dos distúrbios do sono que, quando persistentes e não tratados de forma adequada, podem se tornar problemas crônicos, provocando angústia e sofrimento. Diante disso, o uso de medicamentos  para dormir, muitas vezes, passa a ser comum entre as pessoas que sofrem com essas perturbações no sono. No entanto, é importante destacar que o uso indevido das drogas terapêuticas pode trazer resultados negativos.

Dentre as classes de medicamentos mais usadas para tratar problemas relacionados ao sono, destaca-se os benzodiazepínicos sedativos hipnóticos (BDZs), também usados para o tratamento da ansiedade, como o frontal (alprazolam), o rivotril (clonazepam), o lexotan (bromazepam) e o  lorax (lorazepam). Os indivíduos que abusam dos BDZs geralmente o fazem para lidar com as reações ao estresse, que podem ser causadas pelo excesso de trabalho. Contudo, o que muitos não sabem, é que o abuso dessas substâncias pode causar dependência química, resultando em tolerância, abstinência, uso compulsivo da substância e intoxicação aguda, o que pode levar ao agravo dos quadros de insônia, por exemplo.

Sendo assim, admite-se que o uso desses medicamentos para tratar distúrbios do sono deve ser prescrito e acompanhado por um profissional da área de saúde e nunca realizado pela automedicação. Ademais, é recomendado mudar hábitos diários, como passar a chegar em casa, pelo menos, 3 horas antes do horário de dormir, ter um ambiente apropriado para o sono, observando se a iluminação, temperatura, colchão e travesseiros estão adequados,  evitar ir para cama sem sono, não planejar tarefas do dia seguinte na cama e não consumir bebidas alcoólicas ou que contenham cafeína antes de dormir, a fim de melhorar a qualidade do sono e desenvolver as atividades do trabalho de forma mais saudável.