A terapia nutricional parenteral refere-se à oferta de nutrição por via venosa, central ou periférica, realizada quando o trato gastrointestinal está indisponível ou quando a necessidade nutricional não pode ser atendida de forma completa via oral/enteral. Mas como calcular de forma rápida as necessidades de um paciente?

Agilidade e precisão sempre foram essenciais na rotina de um médico, por isso ferramentas que facilitem o dia a dia sempre são muito úteis. Hoje, é possível fazer cálculos de nutrição parenteral de forma rápida e precisa, e o melhor tudo isso na palma da sua mão.

INDICAÇÕES

  • Trato gastrointestinal não funcionante ou contraindicado;
  • Tentativa de acesso enteral fracassada;
  • Condições que impeçam o uso do trato gastrointestinal por mais que 7-10 dias em adultos, 5-7 dias em crianças e 1-2 dias em neonatos;
  • Quando o aporte enteral é insuficiente a associação com NP é recomendada após cinco dias de TNE (Terapia Nutricional Enteral) sem sucesso;
  • Abdome Agudo;
  • Íleo paralítico;
  • Fístula Gastrointestinal;
  • Pancreatite Aguda;
  • Síndrome do Intestino Curto;
  • Colite ulcerativa complicada;
  • Desnutrição com mais de 10% a 15% de perda de peso;
  • Necessidades nutricionais maiores que a capacidade de oferta por via oral/enteral;
  • Hemorragia gastrointestinal persistente.

CONTRAINDICAÇÕES

  • Quando o risco de NP é maior que o benefício;
  • Trato gastrointestinal funcionante;
  • Hiperosmolaridade;
  • Acesso parenteral inapropriado.
  • Insuficiência cardíaca crônica com retenção hídrica;
  • Doença renal crônica sem tratamento dialítico.

AVALIAÇÃO PRÉ-INTRODUÇÃO A TERAPIA PARENTERAL

Devemos avaliar o paciente para obtermos os valores das necessidades calóricas, hídricas, eletrolíticas e de oligoelementos.

Considerar os seguintes fatores:

  • Peso, idade e estatura
  • Alterações do peso corporal
  • Exames laboratoriais para início: hemograma, TTPA, sódio, potássio, cloro, magnésio, cálcio, fósforo, ureia, creatinina, triglicérides, glicemia, ALT, AST, fosfatase alcalina e bilirrubinas.

TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL

CÁLCULO DA OSMOLALIDADE

Osmolalidade (mOsm/L) = (aminoácidos x 8) + (glicose x 7) + (sódio x 2) + (fósforo x 0,2) – 50

  • Soluções < 600 mOsm/L podem ser infundidas por curto período (< 10 dias) em periférica.
  • Entre 600 e 900 mOsm/L, existe um risco aumentado de tromboflebite e extravasamento, mas pode-se usar a periférica por curtos períodos.
  • Soluções > 900 mOsm/L precisam de acesso venoso central.

NUTRIÇÃO PARENTERAL PERIFÉRICA

Opção muito bem indicada para pacientes com:

  • Tempo necessário menor que 7 dias;
  • Necessidade calórica < 1800 kcal/dia.

O risco de tromboflebite e a solução usada deve ter uma osmolaridade menor que 900 mOsm/L.

O cateter deve ser trocado a cada 48-72h, no máximo, pelo risco de infecção. Sendo a facilidade de punção periférica nestes pacientes uma característica fundamental.

Geralmente as formulações de parenteral periférica não contêm vitaminas e possuem uma quantidade menor de eletrólitos, devendo ser completamento separadamente.

NUTRIÇÃO PARENTERAL CENTRAL

Como utilizado as veias centrais, que são mais calibrosas, a osmolaridade da solução pode variar entre 1500-2800 mOsm/L.

Os principais cateteres que podem ser utilizados são:

  • Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)
  • Cateter Central de Curta Permanência (INTRACATH), de dupla via ou de uma via.
  • Cateter Central de Longa Permanência (PERMCATH, PORTOCATH)

A ordem preferencial das veias a serem utilizadas são: Subclávia > Jugular Interna > Femoral.

A femoral está mais relacionada aos episódios de infecção, por isso é a última opção.

ADMINISTRAÇÃO

  • Deve ser retirada do refrigerador 30 a 60 minutos antes da administração;
  • A administração é contínua, via bomba de infusão, em 24 horas, com fluxo constante e sem interrupção;
  • O equipo deve ser trocado ao final de cada bolsa infundida;
  • Higienização da bomba de infusão conforme procedimentos da enfermagem.

MONITORIZAÇÃO DOS PACIENTES

Balanço hídrico

  • Exames laboratoriais

- Paciente crítico
- Diário: sódio, potássio, cloro, ureia, creatinina
- Semanal: hemograma, TTPA, AST, ALT, FA, BT, proteína e albumina, magnésio, cálcio, fósforo
- 3 vezes por dia: glicemia capilar

- Paciente estável
- 1-2 vezes por semana: sódio, potássio, cloro, ureia, creatinina
- Semanal: hemograma, TTPA, magnésio, cálcio, fósforo
- Mensal: AST, ALT, FA, BT, proteína e albumina


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