O American College of Sports Medicine (ACSM) recomenda para um treinamento adequado de desenvolvimento da força muscular, entre 60% a 70% de uma repetição máxima (1RM) que uma pessoa pode levantar e entre 70% a 85% de 1RM para produzir hipertrofia muscular. No entanto, muitos estudos observaram que a restrição parcial do fluxo sanguíneo combinada com exercícios de baixa intensidade (20–30% concêntricos de 1-RM) resulta em hipertrofia do músculo esquelético, com aumento de sua área transversal, aumento da força e aumento da resistência. Essa abordagem vem se mostrando segura e não representa um risco maior do que o exercício tradicional de resistência com alta intensidade em relação ao sistema cardiovascular, muscular, estresse oxidativo e velocidade de condução nervosa.

Para determinar a pressão de oclusão vascular o modelo brasileiro com sinal ultrassônico mais utilizado e validado é o aparelho doppler vascular portátil (DV-610B®; MEDMEGA, Franca, São Paulo, Brasil).

Aparelho doppler vascular portátil DV-610B®

Desta forma, para avaliação dos membros inferiores o paciente necessita de repouso por 15 minutos em decúbito dorsal neutro antes do procedimento para adequação de sua pressão arterial. Depois de descansado, com a caneta do doppler vascular portátil que possui transdutor de sinal ultrassônico, capta-se o fluxo de sangue sobre a artéria tibial posterior com auxílio de gel. Então o manguito é insuflado à pressão mais baixa na qual o pulso arterial não possa mais ser detectado, neste momento, o valor da pressão marcado no manômetro representa a pressão de oclusão total, depois disso o manguito é esvaziado.

Avaliando a pressão de oclusão vascular total com doppler vascular

Desta forma, durante o treinamento utiliza-se entre 40 - 80% da pressão de oclusão total. Deve-se ter a sensação de pressão, sem comprometer a execução da zona de repetições proposta. Com isso, pode-se determinar a porcentagem de uma repetição máxima (RM) em cada exercício selecionado.

Referências:

GILES, L., WEBSTER, K.E., MCCLELLAND, J., COOK, J.L. Quadriceps strengthening with and without blood flow restriction in the treatment of patellofemoral pain: a double-blind randomized trial. Br J Sports Med, 51: 1688–1694, 2017.

LAURENTINO, G.C., LOENNEKE, J.P., MOUSER, J.G., BUCKNER, S.L., COUNTS, B.R., DANKELl, S.J., JESSEE, M.B., MATTOCKS, K.T., IARED, W., TAVARES, L.D., TEIXEIRA, E.L., TRICOLLI, V. Validity of the handheld Doppler to determine lower-limb blood flow restriction pressure for exercise protocols. J Strength Cond Res, 2018.

LAURENTINO, C., UGRINOWITSCH, C., ROSCHEL, H., AOKI, M.S., SOARES, A.G., NEVES JR, A.G., AIHARA, A.Y., FERNANDES, A.R.C., TRICOLI, V. Strength training with blood flow restriction diminishes myostatin gene expression. Med. Sci. Sports Exerc, Vol. 44, No. 3, pp. 406–412, 2012.

Esse conteúdo é produto da Pós-Graduação em Ciências da Saúde Aplicada ao Esporte e à Atividade Física - Universidade Federal de São Paulo – Unifesp em parceria com a MedPhone-Tecnologia em Saúde.

http://medicinadoesporte.sites.unifesp.br/

TEMA: "Comparação da força muscular entre quadríceps e isquiotibiais após exercícios com 30% da força máxima com e sem oclusão vascular periférica no pós-operatório de ligamento cruzado anterior: um ensaio controlado randomizado."

Pelo aluno: Rafael Francisco Vieira de Melo
http://lattes.cnpq.br/3656657876413287

Orientado pelo: Prof. Dr. Moisés Cohen
http://lattes.cnpq.br/5558512244477786

Co-orientado pelo: Prof. Dr. William Komatsu
http://lattes.cnpq.br/1898450330418640